Tudo que você precisa saber sobre a aplicação de impermeabilizantes em tecidos e seus certificados de sustentabilidade.

 

Com a correria do dia a dia, hoje o que mais queremos é praticidade e facilidade nos cuidados com a casa, não é mesmo? Empresas e indústrias ao longo dos anos nos ajudam, e muito, com suas invenções. A última da moda são os produtos tachados como “impermeáveis”, que não deixam sujeira, óleo e nem mesmo água nos dar trabalho na manutenção diária. Mas sabia que muitos desses produtos contêm químicas altamente perigosas para a saúde e o meio ambiente?

Acabamentos que garantem repelência a água, óleo e sujeira devem ter uma atenção maior quanto a sua composição, pois muitos deles podem conter compostos perfluorados de cadeia longa. Eles são conhecidos principalmente como PFOS e PFOA, são bioacumuláveis no ecossistema e potencialmente tóxicos. Ao longo dos anos, foram encontradas essas substâncias acumuladas em diversos animais e têm efeitos adversos, incluindo carcinogenicidade. Em muitos países esse tipo de “impermeabilizante”, conhecido comercialmente por fluorcarbono C8, é altamente proibido por alguns regulamentos devido ao seu risco comprovado.

Em contrapartida, o fluorcarbono C6 – O PFHA, é em média 40 vezes menos bioacumulável que o PFOA, mas também é menos eficaz, ou seja, a repelência a líquidos fica um pouco mais leve, o que nem sempre agrada o consumidor.

Tentativas de usar segmentos menores de perfluorocarbonetos (por exemplo, C4) foram feitas por muitos fabricantes. Quanto menor o fluorocarbono, mais rapidamente ele se decompõe no ambiente (característica positiva), mas, infelizmente, o desempenho têxtil desejado diminui à medida que o tamanho do perfluorocarboneto diminui.

Com bastante destaque no assunto, o filme “Dark Waters – O Preço da Verdade”, nos conta sobre esse tema. Baseado no artigo “O advogado que virou o pior pesadelo da DuPont” (tradução livre de The lawyer who became DuPont’s worst nightmare), de Nathaniel Rich e publicado pela revista do The New York Times, o filme mostra a história do PFOA-C8: ácido carboxílico perfluorado, criado nos Estados Unidos. Uma substância química feita pelo homem, que repelia elementos, especialmente a água. Uma sequência dessas substâncias juntas, se forma uma cadeia que é praticamente inquebrável e indestrutível, muito usado antigamente nos Estados Unidos como isolante de tanques de guerra. A DuPont foi uma das empresas que utilizou essa substância em panelas, chamando-a de “Teflon”. Famoso pela praticidade e facilidade de limpeza, também tinha um lado bem perigoso para a saúde humana e meio ambiente.

Por isso, para garantir a utilização de produtos seguros para a saúde e o meio ambiente, é importante estar atento aos certificados que a empresa possuí. Selos verdes comprovam que os produtos estão isentos desses compostos tóxicos.

A Quaker Decor possui um grande compromisso com seus consumidores de manter a transparência quanto a usabilidade e qualidade de cada produto oferecido. E a sustentabilidade é um dos assuntos que levamos muito a sério, portanto os nossos tecidos são certificados e recebem o selo OEKO-TEX®.

Mas o que é isso? É um certificado internacional do setor têxtil, que verifica que os produtos sejam isentos de substâncias nocivas para a saúde e meio ambiente. OEKO-TEX® consiste em 18 institutos de pesquisa e teste independentes no campo da ecologia têxtil, com escritórios em mais de 60 países. Desde 1992, o portfólio de certificações independentes e rótulos de produtos OEKO-TEX® tem permitido que empresas da cadeia têxtil e todos os consumidores tomem decisões responsáveis em favor de produtos inofensivos à saúde, ecologicamente corretos e fabricados de forma justa. A certificação de acordo com a norma STANDARD 100 garante ao consumidor que os produtos têxteis foram analisados controlando substâncias nocivas.